junho 04, 2014

por Danielli Guirado

Resenha: Silo {Hugh Howey}

Autor: Hugh Howey
Editora: Intrínseca
Série: Silo
Volume: 1 de 5 (Fonte)
Páginas: 512
Nota Skoob: 3/5


"Ela riu da mudança: ir de contar os segundos da sua vida a ter que lutar por cada um deles."
[Juliette]


Fiquei muito curiosa com essa distopia de Hugh Howey: uma cidade funcionando em um Silo??? Conforme avancei na leitura fui entendendo como tudo funcionava. O autor pensou em tudo e vai explicando para o leitor como se dá essa sociedade enclausurada, já que o ar lá fora mata qualquer um que se atrever a sair e é por isso que o exterior é usado como meio de punição para aqueles moradores que cometem crimes capitais, entre eles, expressar o desejo de sair do Silo ou simplesmente desejar uma vida fora dele. Essa sentença é chamada de "limpeza", porque quem sai deve fazer a limpeza dos sensores e telas que mandam as imagens do exterior para o Silo.

Para caber essa grande população, o silo simplesmente tem mais de 100 andares! Nas profundezas fica a Mecânica onde todas as necessidades primárias são realizadas: filtragem de ar e água, bem como a aquisição dessa última em lençóis freáticos; extração de petróleo para produção de energia e calor; extração de minerais para demais necessidades. Para produzir comida, eles construíram plantações hidropônicas em alguns níveis. Há os níveis de apartamentos, três delegacias, uma no topo, uma no meio e uma mais próxima das profundezas; tem o setor de TI e um prefeito que é eleito pelos membros do Silo, apesar de o autor não ter especificado como essa eleição se dá.

O livro é dividido em cinco partes e começamos a primeira conhecendo o Xerife Holston do topo que está prestes a ser mandado para a limpeza, pois cometeu um crime voluntariamente e ninguém imagina o porquê. Após sua morte, um novo Xerife deve ser nomeado e o delegado Marnes, indica a funcionária da Mecânica Juliette Nichols, pois ela já havia ajudado em uma investigação anterior e causou muito boa impressão tanto no delegado quanto no antigo Xerife. A partir daí a história vai tomando forma e se eu continuar explicando vou cometer o mesmo pecadinho do autor que me fez dar três estrelas para o livro: arrastar esta resenha indefinidamente! 

Eu gostei muito desta nova distopia, acontecendo de uma forma parecida com as outras que já conhecemos, mas ao mesmo tempo nova já que se passa em um espaço confinado que eu nunca imaginaria ser possível. O jeito como o autor construiu o Silo em sua história para abrigar uma cidade foi incrível e eu gostei muito, seus personagens são bem construídos e me apeguei bem fácil a cada um deles ~ apesar de ele dar uma de George Martin e ir matando todo mundo! rs ~. Mas ele enrolou muitooooooo para chegar ao final!! Terminei o livro no domingo e sinto até agora o sacrifício que foi ler as últimas páginas que nunca acabavam! Nem consegui ler o Epílogo! hahaha

Pesquisando sobre as sequências, descobri que na gringa esse único livro contém cinco livros dentro dele, que são as cinco partes, e após há mais quatro livros sobre a sequência. Ainda não sei como a Intrínseca irá fazer com as continuações, mas muita coisa se explica com essas informações: porque a história foi tão arrastada e porque a primeira e segunda partes se concentraram em pessoas que não eram a personagem principal, característica da qual gostei na verdade!! hehehe

A história me prendeu e quero muito ler a continuação para saber o que vai acontecer daqui para a frente já que muita coisa foi revelada e eu quero ver como Juliette vai enfrentar todas essas descobertas com seu Silo. Se você gosta de distopias e não se importa com longas descrições (Oi, Tolkien! Oi, Martin!), acho que vai gostar da leitura de "Silo"!

Trechos Favoritos

"Nada de bom saindo da verdade? Saber a verdade é sempre bom."
[Allison - pág. 23]

"O ciclo da vida existe; é inevitável. deve ser abraçado, apreciado, aceito."
[Narrador - pág. 159]

"Você não ia entender. Eles fazem bem à alma, para aqueles de nós que têm uma."
[McLain sobre cachorros - pág. 279]

"Você ria ou para manter a sanidade, ou porque tinha desistido dela. De um jeito ou de outro, você ria."
[Juliette - pág. 301]

"Nós não ganhamos créditos por sermos sãos, ganhamos? Nada genial em ser normal. Em não ser louco."
[Solo - pág. 302]

"Lá estava ele, liderando uma revolução. E tudo parecia muito certo. Muito necessário. E se o conflito anterior tivesse sido igual? A mesma sensação no peito dos homens e mulheres que lutaram nele?."
[Knox - pág. 311]

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2 comentários:

  1. Ooi, td bom?

    É, se antes eu já gostava da ideia desse livro, depois da sua resenha, tenho certeza que vou adorar! Descrições, distopia e Martin, palavras mágicas que me atraem a esse livro hehe
    Só agora fui ver o número de páginas, é gordinho, hein?

    Beijão!
    Arrastando as Alpargatas

    ResponderExcluir
  2. Como assim não leu o epílogo?! Então não acabou o livro hehe. Parece ser legal, mas não tô afim de grandes descrições por enquanto, então vou esperando Vc ler as continuações e me contar hehe.

    Te amo!

    ResponderExcluir

Obrigada pela leitura! ♥

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