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fevereiro 26, 2016

por Só Lendo

Resenha: Em Busca de Abrigo {Jojo Moyes}


Autora: Jojo Moyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 434
Nota Skoob: 2/5



"Às vezes fico pensando que fui a única pessoa que não ganhou o papel com as regras do jogo... Você sabe, aquelas que ensinam a pessoa a crescer."
[Kate]


Depois que li Um mais Um da Jojo Moyes queria muito ler outros livros dela e peguei o Em Busca de Abrigo com uma boa expectativa e infelizmente me decepcionei.

O livro começa nos mostrando Joy, que está em Hong Kong, por conta de seu pai estar locado lá, acompanhando a coroação da princesa Elizabeth II 

Inteligente, sagaz e a perdição de sua mãe, Joy não se encaixa muito na vida de se importar com as frescuras da época, ou com o que os vizinhos pensarão dela e não vê nenhuma graça em ficar o dia todo comentando animadamente dos oficiais que acabaram de aportar, afim de "fisgar" um.

Ironicamente, ela e um desses oficiais se apaixonam à primeira vista e decidem se casar de imediato já que ele passará os próximos 8 meses no mar. Depois disso, a história pula para o presente e vemos Kate e Sabine, mãe e filha, discutindo, pois Kate decidiu que Sabine deverá passar uns tempos com os avós enquanto ela resolve umas questões com seu último namorado.

Garota da cidade grande, Sabine não se conforma que terá que passar um tempo com os avós extremamente velhos, numa casa úmida, sem telefone, sem internet e ainda ser obrigada a cavalgar! Mas aos poucos ela vai se adaptando e gostando da ideia de ficar longe da mãe.

Com um plote previsível, o livro foi bem arrastado pra mim; só não parei porque ao mesmo tempo que não estava gostando muito desse, não conseguia pensar em nenhum outro livro para pegar, apesar de ter vários que quero ler, já aconteceu isso com vocês? Preferi continuar esse (parecia que estava presa de alguma forma! rs) a ficar sem nada para le. Uma ressaca literária bem estranha! kkkk. 

Os conflitos abordados até que são bons, como as relações entre mãe e filha; a ligação entre presente e passado; os papéis e cobranças da mulher de antigamente e de agora e mesmo as questões de amor. Jojo também construiu legal alguns dos personagens (Kate não foi um deles! rs Ela me irritou demais se comportando de forma mais imatura que sua filha) dando bastante espaço para cada um ~ um dos motivos de o livro ser tão longo. 

Não recomendaria o livro a não ser que você já seja fã da autora e tenha curiosidade sobre ele! :)

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janeiro 17, 2016

por Só Lendo

Resenha: Americanah {Chimamanda Ngozi Adichie}

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Cia das Letras
Páginas: 513
Nota Skoob: 5/5
Comprar: Amazon



"Não acredito! Meu presidente é negro como eu!"


[Dike primo de 16 anos de Ifemelu - pág. 389]



Depois que li Sejamos Todos Feministas da Chimamanda, fiquei doida para ler tudo dela! Mas sempre fico "esperando" terminar os livros que tenho em casa para ler antes de comprar novos e acabei adiando. Mas aí a Naty Neris querida me indicou muuuuuito Americanah e como a oportunidade faz a consumista de livros, comprei sem pensar duas vezes quando ele apareceu na minha frente em uma livraria! ahahaha

Em Americanah, Chimamanda conta a historia de Ifemelu e Obinze. Eles vivem em Lagos, na Nigéria e a história começa acompanhando Ifemelu já adulta nos EUA, terminando seu relacionamento com um Professor de Yale e decidindo voltar para Lagos depois de 13 anos na América. Enquanto isso Obinze está em Lagos, muito rico, casado e com uma filha numa vida que, aparentemente, não o satisfaz.


"As pessoas sempre lhe diziam o quanto ele era humilde, mas não estavam falando de humildade de verdade, apenas que não ostentava o fato de fazer parte do clube dos ricos, não exercia os direitos que isso trazia - de ser grosseiro, de não pensar nos outros, de ser cumprimentado em vez de cumprimentar."
[Obinze - pág. 41]

Com flashbacks complementando o tempo presente e alternando a narrativa do narrador onisciente entre Ifemelu e Obinze, Chimamanda vai nos contando a história de ambos e de que forma estão ligados de um jeito que não cansa e não fica confuso! Sem contar que ela te arrebata totalmente com estes personagens desde o primeiro momento! ❤️ Amei tanto, tanto, tanto este livro que tenho certeza que ele será aquele tipo de livro termômetro de outros romances e vou começar a ficar exigente com as minhas leituras!! hahaha

"Você está num país que não é o seu. Faz o que precisa fazer se quiser ser bem-sucedido."
[Tia Uju - pág. 131]

À parte o romance, me encantou também conhecer, pela primeira vez na vida, uma partezinha da Nigéria e seus costumes. Foi tão legal ter coisas tão novas para descobrir além do destino dos personagens! Quando leio os romances americanos e britanicos que tanto gosto, ainda tem um gosto de familiaridade, de tema "batido", afinal cresci com estas influências, e neste livro tudo era novo! Apesar que em muitos momentos, quando eram descritos costumes, infra-estrutura e sociedade em geral, muitas coisas me lembraram muito o Brasil. Se eu explicar com detalhes, vai soar raso, então só lendo para entender o que estou falando!!


"Pessoas do Terceiro Mundo olham para a frente, nós gostamos que as coisas sejam novas, porque o que temos de melhor ainda está por vir, enquanto no Ocidente o melhor já passou, então eles têm que transformar esse passado em um fetiche."
[Obinze - pág. 470]

Como grande parte da história de Ifemelu se passa nos EUA, o paraíso dos nigerianos no livro (uma das coisas que me lembraram o Brasil. Apesar de hoje isso estar um pouco menor, eu tenho a impressão), Chimamanda aborda bastante o xenofobismo e principalmente o racismo em sua estória.

Gostei muito do jeito como ela chama a atenção e informa o leitor dessa realidade. Ela inseriu na vivência dos personagens, em seus pensamentos e diálogos para irmos descobrindo os absurdos junto com Ifemelu, porque, conforme ela fala no livro: "Eu não sabia que era negra até chegar nos EUA". Tanto que ela cria um blog para falar de suas impressões como "Negra Não Americana" e o blog faz um super sucesso além de ter sido um recurso genial para abordar no livro questões que não caberiam dentro da história sozinha, mas que totalmente a complementam!

"O racismo nunca deveria ter acontecido, então você não ganha um doce por ele ter diminuído."
[Ifemelu em seu blog - pág. 331]

E como me identifiquei com o livro, hein? Chimamanda reforçou e me mostrou bons argumentos de coisas que eu já acreditava, mas não sabia como argumentar a favor (a articulação e a boa oratória ainda são bem deficientes em mim, infelizmente!). E foi por tudo isso que me identifiquei: porque vários discursos racistas que li no livro que acontecem nos EUA, acontecem igualzinho aqui também, "o país da miscigenação", infelizmente.


"A raça não existe realmente para você [que é branco], pois nunca foi uma barreira. Os negros não têm essa escolha. O negro que mora em Nova York não quer pensar em raça, até que tenta chamar um táxi, e não quer pensar em raça quando está dirigindo sua Mercedes dentro do limite de velocidade, até que um policial o manda parar."
[Blaine - pág. 375]

O livro me enlevou e emocionou demais e recomendo muito a leitura para todo mundo, desse que já tá no pódio dos melhores de 2016!




Mais trechos favoritos!


"Ela não dava importância a pernas esbeltas exibidas numa minissaia - era fácil e seguro, afinal, mostrar pernas que tinham a aprovação do mundo -, mas o ato da mulher gorda tinha aquela convicção silenciosa que alguém divide apenas consigo mesmo, uma noção do que é certo que os outros não podem ver."
[Ifemelu - pág. 14]

"Por que era um elogio, uma realização, soar como uma americana? Ifemelu tinha ganhado...mas seu triunfo era vazio."
[pág. 191]

"Será que era uma qualidade inerente das mulheres, ou será que elas simplesmente aprendiam a blindar seus arrependimentos, suspender suas vidas, anular-se na criação dos filhos?"
[Obinze - pág. 264]

"Lamentou não acreditar no demônio, um ser exterior a você que invadia sua mente e fazia com que destruísse aquilo que amava."
[Ifemelu - pág. 313]

"Aliás. será que a gente pode banir as perucas afro no Halloween? O afro não é uma fantasia, pelo amor de Deus."
[Ifemelu em seu blog - pág. 322]

"Nos EUA, você não decide de que raça é. Isso é decidido por você. Barack Obama, com a aparência que tem, teria que sentar na parte de trás do ônibus há cinquenta anos. Se um negro qualquer cometer um crime hoje, Barack Obama poderia ser detido pela polícia e interrogado por se encaixar no perfil do suspeito. E qual é esse perfil? Homem Negro."
[Ifemelu em seu blog - pág. 366]

"O que os acadêmicos querem dizer quando falam em privilégio dos brancos, ou Sim, é um saco sr pobre e branco, mas experimente ser pobre e não ser branco."
[Título de um post do blog de Ifemelu - pág. 375]







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PS.: Tô com tanta saudade que não consegui começar outro livro por um tempo!! Hahaha

abril 26, 2015

por Só Lendo

Resenha: A Teoria de Tudo {Jane Hawking}

Autora: Jane Hawking
Editora: Única
Tradutor: Sandra Martha Dolinsky, Júlio de Andrade Filho
Nota Skoob: 5/5


"Quando se luta contra o destino, apenas os grandes temas - a vida, a sobrevivência e a morte - são de real importância."
[Jane - pág. 58]

Esta resenha vai ser em vídeo!! eeeeee!!!! Mas precisava colocar aqui também para ficar fofo na Lista de Resenhas e para colocar os meus trechos favoritos do livro que teve muitooos!!!

Este livro foi uma boa surpresa! Jane Hawking não escreve de forma chata e a leitura foi bem envolvente, me despertando para vários assuntos um pouco dormentes no dia-a-dia! A única reclamação que tenho do livro é que a edição veio com muuuuitos erros de revisão: falta de acentos, palavras repetidas, falta de concordância, pontuação errada, foi tudo bem aparente. 

Por outro lado, gostei deles não terem simplesmente traduzido os termos ou piadas que ela fazia que não teriam tradução ou sentido para o português. Eles colocavam mais ou menos o original e o explicavam entre parenteses ou em alguma nota de rodapé! É difícil ver editoras que fazem isso, geralmente traduzem tudo e muitas coisas se perdem!

Sem mais delongas, bora para o vídeo e para os trechos! Espero que gostem e comentem para me dizerem o que acharam!





"Os EUA eram um bom lugar para as pessoas saudáveis e bem-sucedidas, mas para os doentes, para as pessoas que, por motivos alheios à vontade, mas através de acidentes de nascimento ou doença, eram menos capazes de se ajudar, aquela era uma sociedade cruel, na qual somente os mais aptos sobreviviam."
[Jane - pág. 84]


"Eu estava me sentindo assombrada pelo paradoxo de que, de um só golpe, a morte tinha apagado todo o aprendizado, as experiências, o heroísmo, a bondade, as conquistas e as lembranças daquela vida da qual estávamos ali nos despedindo, enquanto dentro de mim estava o milagroso inicio de uma nova vida."
[Jane - pág. 102]


"Então eu alcancei o que me propus a alcançar - dedicar-me a Stephen, dando-lhe a chance de realizar sua genialidade. Contudo, no processo, eu estava começando a perder minha identidade. Não podia mais me considerar uma hispanista, nem mesmo uma linguista, e sentia que não impunha respeito em lugar nenhum."
[Jane - pág. 219]



"O paradoxo de sua situação fez dele o queridinho da mídia. E não só na percepção popular, mas também - eu começava a suspeitar - aos olhos da própria família. Seu sucesso era a prova de que ele havia dominado a ELA - e, portanto, a batalha estava ganha: não era possível que precisássemos de ajuda. A ironia mais cruel foi nos tornarmos vítimas inocentes de nosso próprio sucesso."
[Jane - pág. 258]



"Para Bill, o verdadeiro cristianismo não está relacionado a absolutismo, barganhas com Deus ou castigos divinos. Seu principio orientador era um amor apaixonado pela humanidade, a afirmação do amor inequívoco de Deus por todas as pessoas, quem quer que fossem, independentemente das suas imperfeições. O único mandamento dessa doutrina de amor era amar o próximo."
[Jane sobre Bill Loveless, vigário da Igreja onde ela participou do coral - pág. 265]


"Eu não tinha preconceitos religiosos, e havia ido a Roma com o coração e a mente abertos. O papa tocou meu coração e minha mente, porque - política e dogmas à parte - senti que ele sinceramente se preocupava com as pessoas que conhecia e as incluía em suas orações."
[Jane sobre o Papa João Paulo II - pág. 367]


"A presença frequente e reconfortante de Jonathan, no entanto, havia se tornado causa de muitos comentários à boca pequena com gente fora de casa, que, em sua superficialidade, procurava governar os outros segundo normas que - como os acontecimentos provaram - eles mesmos não puderam manter."
[Jane - pág. 373]


"O amor era com certeza a força que sustentava nossa casa. De acordo com isso, eu estava sendo fiel a minha promessa: eu tinha amor para todos, abundante amor materno para cada um dos meus filhos; o amor por Stephen; bem como o amor por Jonathan. O amor tem muitas facetas, tanto Ágape quanto Eros, e eu queria continuar a provar meu amor por Stephen fazendo meu melhor por ele."
[Jane - pág. 374]

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abril 19, 2015

por Só Lendo

Resenha: Um Mais Um {Jojo Moyes}

Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Nota Skoob: 5/5 

"Não se pode fazer uma pessoa ficar conosco. Não adianta tentarmos nos agarrar a quem não nos quer."
[Nick - pág. 257]

Jess e os dois filhos estão tentando sobreviver com o que ela ganha trabalhando em faxinas e meio período no bar da cidade. Vivendo quase no limite da pobreza, eles ainda tem que lidar com os irmãos Fischer cujo maior esporte é bater em Nick, seu filho mais velho, por ele ser diferente. Sua filha mais nova, Tanzie, é um gênio da matemática e tem uma unica chance de desenvolver seu talento em uma escola particular - que Jess jamais terá como pagar. Um concurso de matemática na Escócia pode ser a salvação, mas como chegar até lá?

Ed Nicholls é um jovem empreendedor que está ganhando milhões com sua empresa de softwares. Graças a sua falta de habilidades com as mulheres e ingenuidade nos negócios acaba se metendo na maior encrenca com a justiça e precisa ficar afastado por um tempo. Daquele jeito das comédias românticas, essas quatro vidas se trombam e acabam partindo para a Escócia em uma road trip inspiradora!

"Ed: O que você chamaria de rico?

Jess: Rico é pagar todas as contas em dia sem pensar muito sobre isso. Rico é conseguir tirar férias ou passar o Natal sem ter que pegar dinheiro emprestado, comprometendo a renda de janeiro e fevereiro. Na verdade, rico seria simplesmente não passar o tempo todo pensando em dinheiro.

Ed: Todo mundo pensa em dinheiro. Até quem é rico."

Jess: É, mas você só está pensando no que fazer com o dinheiro para ganhar mais, enquanto eu 
estou pensando em como diabo podemos arranjar o suficiente para mais uma semana."
[pág. 123]

Adoro livros com road trips, apesar de ter lido poucos! Jojo Moyes, assim como fez com o resto da comunidade literária, me conquistou totalmente com sua escrita leve, cheia de significado e quase imprevisível - o que foi o mais legal!

"A avó de Jess costumava dizer que segredo para uma vida feliz era uma memória curta"
[Jess - pág. 100]

Consegui imaginar o final no começo da leitura, mas o jeito que ela construiu esse final, sem soluções mágicas, sem sortes inesperadas dos personagens, me conquistou totalmente! Me fez olhar e falar "ei! Isso realmente acontece/podia acontecer!". A mesma fórmula ela utiliza para o romance no livro, o que torna tudo mais emocionante.

Os personagens são incríveis! E tem uma questão envolvendo o pai das crianças, que os abandonou há dois anos e não manda dinheiro algum, que dá muitaaaa raiva junto com a Jess. Mas Jojo, mais uma vez, trata a questão de forma real, então ficamos morrendo de raiva e pesar junto com a Jess, mas, assim como ela, temos que nos resignar com a situação.

"Sabia que algo acontecia com uma criança quando a mãe não a abraçava nem lhe dizia o tempo todo que ela era a melhor coisa do mundo, ou nem notava quando ela estava em casa: uma parte sua se fechava."
[Jess - pág. 151]

Recomendo muuuito a leitura para quem gosta de road trips meets um pouco de jornada do herói meets romance fofos! hahaha

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abril 14, 2015

por Só Lendo

Resenha: Orgulho e Preconceito {Jane Austen}

Autora: Jane Austen 
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 374
Nota Skoob: 5/5 



"Se eu pudesse ver uma das minhas filhas instalada em Netherfield, alegre e feliz, e todas as demais igualmente bem-casadas, nada mais teria a desejar."
[Sra. Bennet]



Mais um livro para o Desafio da Rory Gilmore!! E mais um romance muito bom de Jane Austen!! 

Nele a família Bennet, composta pelo Sr. e Sra. Bennet e suas cinco filhas, ficam sabendo da chegada de um novo morador na mansão de Netherfield: o Sr. Bingley (detestei esae nome! Haha). A Sra. Bennet logo se anima de enfim ter a oportunidade de conseguir um bom casamento para sua filha mais velha, Jane. Considerada a mais bonita das cinco, Jane tem 23 anos e já é considerada velha demais para ainda estar solteira.

"Decerto já tive o meu quinhão de beleza, mas não ambiciono ser nada de extraordinário agora. Quando uma mulher tem cinco filhas crescidas, deve deixar de pensar em vaidades."
[Sra. Bennet]

Quem acompanhamos de fato no livro é a segunda filha mais velha: Elizabeth Bennet: culta, sagaz, desconfiada e nada paciente com os costumes falsos e machistas da sociedade, conhece nesta festa o Sr. Darcy, amigo de Bingley, e ainda mais rico que o amigo. Infelizmente, Lizzie logo o descobre extremamente desagradável! Uma antipatia automática nasce entre os dois e vai se agravando por conta de muitos outros acontecimentos ao decorrer do livro.

"Tão orgulhoso e tão convencido que é impossível aturá-lo. Andava de um lado para outro, pensando em sua própria importância."
[Sra. Bennet]

Logo de começo já consegui perceber que alguma coisa a mais vai nascer entre ambos, mas Jane Austen faz o leitor sofrer bastante até alguma coisa acontecer e, apesar de sempre ter ouvido maravilhas do Sr. Darcy a torto e a direito, não o achei nada demais, muito pelo contrario, desgostei dele tão logo e tanto quanto Elizabeth, e mesmo com o final e apesar de eles fazerem um par que super combina, ainda fiquei meio "bléh" ao final da leitura!

"São poucos os que têm o coração bastante firme para amar sem receber alguma coisa em troca."
[Charlotte]

Mesmo assim gostei mais que de Razão e Sensibilidade, que foi mais paradinho e as críticas sociais que Jane faz ainda eram mais leves. Em Orgulho e Preconceito a ironia e o sarcasmo de Jane se mostram mais, tornando a leitura bastante esclarecedora e divertida.

"Parece-me mostrar um conceito abominável de independência."
[Miss Bingley sobre Elizabeth]

Não vejo a hora de ler os próximos, principalmente Persuasão, que foi a inspiração para um dos meus filmes favoritos, A Casa do Lago

Trechos

"Seria a maior infelicidade de todas! Achar agradável uma pessoa que decidimos odiar!"
[Elizabeth]

"Imediatamente se levantou e saiu, determinada, caso ele persistisse em considerar as suas repetidas recusas como suaves encorajamentos."
[Elizabeth]

"Quanto melhor eu conheço o mundo, menos ele me satisfaz; e cada dia vejo confirmada a minha crença na inconsistência de todos os caracteres humanos e na pouca confiança que se pode depositar nas aparências do mérito ou do bom senso."
[Elizabeth]

"A Sra. Bennet era muito mais sensível à vergonha de ter casado a sua filha sem roupas novas do que à desonra causada pela sua fuga e pelo fato dela ter vivido 15 dias com um homem sem ser casada."
[Narradora]

"Agradeço pela parte que me toca. Mas eu não aprecio muito a sua maneira de arranjar maridos."
[Elizabeth para Lydia, sua irmã mais nova]


Este livro faz parte do Desafio Literário Rory Gilmore, que consiste em ler todos os livros que aparecem no seriado Gilmore Girls. Para saber mais, clique aqui ou na página do desafio no menu.


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março 16, 2015

por Só Lendo

Resenha: Razão e Sensibilidade {Jane Austen}

Autor: Jane Austen
Editora: Nova Cultural
Páginas: 366
Tradutor: Therezinha Monteiro
Nota Skoob: 4/5

Finalmente comecei a ler o trabalho da diva Jane Austen e pude constatar o que muuuita gente já sabe: que incrível é sua escrita!!

Adorei ser transportada para a Inglaterra dos séculos XVIII e XIX e ver como a vida das mulheres naquela época era tão mais difícil em alguns aspectos e que coisas que eu faço normalmente (como trabalhar, votar, namorar em público) hoje, seriam vistos como um grande escândalo.

"Não é o tempo nem a ocasião que determina a intimidade, mas sim e apenas a disposição."
[Marianne]

Em Razão e Sensibilidade conhecemos as três irmâs Dashwood e sua mãe após o falecimento do pai. Como ele possui um filho de casamento anterior, toda sua herança terá que ir para este filho, já que naquela época as filhas mulheres não podiam receber herança por lei. =/

O pai bem que tenta, em seu leito de morte, fazer o filho prometer que não deixaria suas meia-irmãs e madrasta desamparadas, mas o idiota do filho, apesar do coração bom, é um burro e totalmente dominado pela esposa ardilosa e mesquinha.

"A Sra. Willoughby merece sua consideração, seu respeito, enfim. Ela deve amá-lo muito ou não teria se casado com o senhor. Tratá-la com descortesia, falar dela com desprezo não é uma compensação para Marianne e acredito que também não traga alívio algum a sua consciência."
[Elinor]

As Dashwood, que não são de esperar esmolas de ninguém, conseguem um chalé para viver. Lá, Marianne e Elinor, as duas irmãs mais velhas vão conhecer o amor, a decepção e fortalecer muito seus laços uma com a outra! Elinor, a mais velha, cuida mais da família e da mãe e ao mesmo tempo se mantém forte frente os problemas que enfrenta. Mais nova e filha do meio, Marianne é a alegria da família, viva e "atrevida", fala tudo que pensa e não consegue disfarçar quando não gosta de alguém, o que coloca a família em algumas saias justas e o leitor se diverte demais! hehe

Razão e Sensiblidade não me deu aquela urgência de não largar o livro, mas mesmo assim adorei a historia e as irmãs Dashwood, principalmente Marianne, que se irrita com os costumes reservados de seu tempo e se rebela tanto quanto pode, o que me rendeu boas risadas durante a leitura.

"Marianne detestava toda simulação e apenas uma verdadeira desgraça poderia justificar para ela a falta de franqueza. Considerava que procurar reprimir sentimentos que nada tinham de reprováveis representava não só um esforço desnecessário, como também uma vergonhosa submissão à tirania."

Para quem gosta de romances de época, recomendo muito a leitura deste livro, que é leve com críticas bem colocadas aos costumes hipócritas daquele tempo e com uma leitura bem gostosa!! :)

Este livro faz parte do Desafio Literário Rory Gilmore, que consiste em ler todos os livros que aparecem no seriado Gilmore Girls. Para saber mais, clique aqui ou na página do desafio no menu.


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janeiro 15, 2015

por Só Lendo

Resenha: O Presente do Meu Grande Amor {Org. Stephanie Perkins}

Organizadora: Stephanie Perkins
Autores: ~ Dá para ler na foto, né gente?? rsrsrs ~
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Tradutor: Regiane Winarski, Rachel Agavino, Cassia Zanon
Nota Skoob: 4/5

Me chamem de prolixa, mas livros de contos eu gosto de fazer resenha de cada conto, de mostrar para vocês o que senti (ou não!) com cada um deles, e também acho que é um modo melhor de avaliar o livro! ^-^

O Presente do Meu Grande Amor apresenta 12 contos de Natal e eu curti bastante a leitura! Nunca tinha lido livros "natalinos" na época "certa" e foi uma experiência interessante fazer isso! Com certeza repetirei em 2015!

Este livro em especial também terá resenha em vídeo (na minha câmera novaaaaa EEEE!!!), que eu já devia ter editado e publicado, mas abafa!!! rsrsrs Quando eu publicar venho adicionar aqui, mas você também consegue ver no meu canal do You Tube, o Só Lendo!

Meias-Noites
Por: Rainbow Rowell

Neste conto acompanhamos o casal de amigos Mags e Noel em 4 noites de ano novo. Não consegui saber muito dos personagens neste conto, só que Noel é alérgico a diversas coisas e Mags meio que vira sua provadora, rs. Mas algumas outras coisas se escondem nessa amizade e eu curti bastante o conto!  4/5

A Dama e A Raposa
Por: Kelly Link

Miranda passa todos os Natais com os Honeywell e percebe um membro da família que nunca se junta às festividades, além de aparecer e desaparecer misteriosamente. Sem perceber, ela começa a nutrir certo sentimentos por ele, coisa que é contra as regras e pode acabar muito mal para ambos. Este conto já é mais fantasioso e me deixou intrigada, mas não curti tanto. 2/5

Anjos na Neve
Por: Matt De La Peña

Shy está preso em uma NY coberta pela neve no Natal porque não tem dinheiro para voltar para casa - nem para comer, diga-se de passagem - e arruma um bico para cuidar da gata do seu chefe enquanto ele viaja. Acaba conhecendo Hayley, a vizinha de cima, e eles tem um Natal bem fora do comum! Gostei bastante desse conto: descontraído, com personagens profundos e momentos fofos! 4/5

Encontre-me na Estrela do Norte
Por: Jenny Han

Natalie foi adotada por uma pessoa muito muito especial e vive uma vida mágica! Este conto é um pouco mais infantil e não curti tanto. 2/5

É um Presente de Yule, Charlie Brown
Por: Stephanie Perkins

Gente!! Que saudade da Stephanie Perkins!!!  Amei, amei, amei este conto dela!!! Nele, Marigold faz animações para o You Tube e se apaixonou pela voz do garoto que vende árvores de Natal perto da sua casa. Ela então pre-ci-sa-va perguntar se ele toparia emprestar sua voz para um dos personagens dela. Quando ela finalmente toma coragem, o pedido sai um pouco dos trilhos e a noite se transforma de escura e vazia a iluminada, divertida, aconchegante e fofíssima!! Daquelas historias de tirar um sorriso do seu rosto! Agora quero muito um livro inteiro com a Marigold e o North!! 5/5

Papai Noel por Um Dia
Por: David Levithan

Foi o primeiro trabalho que pude conferir do David Levithan (ainda quero ler Todo Dia) e até que gostei! Nosso personagem sem nome é convencido pelo namorado a se fantasiar de Papai Noel e manter viva a crença de sua irmã mais nova. Nesta história, Levithan deixou várias questões dos personagens em aberto para os leitores pensarem e desejarem uma continuação deste conto. Eu com certeza gostaria! 4/5

Krampuskulauf
Por: Holly Black

Hanna e suas amigas vão à festa em homenagem à Krampus encontrar um cara que uma delas namora e descobrir se ele a está enganando ou não. Após encontrá-lo, as meninas acabam inventando a realização de uma festa de Ano Novo que terá repercussões muito mágicas e esquisitas!! Não curti muito este, pois não conhecia a lenda de Krampus e fiquei meio perdida. 2/5

Para quem ficou curioso como eu, segue a lenda de Krampus (que achei assustadora! hahaha):

"Krampus é uma criatura mitológica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal. Enquanto Papai Noel dá presentes para as crianças boas, o Krampus avisa e pune as más crianças. Tradicionalmente, rapazes se vestem de Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, particularmente no anoitecer de 5 de dezembro, e vagam pelas ruas assustando crianças e mulheres com correntes e sinos enferrujados. Em algumas áreas rurais, a tradição também inclui surras aplicadas pelo Krampus, especialmente em garotas."
Fonte: Wikipédia


Que diabos você fez, Sophie Roth?
Por: Gayle Forman

Um conto que começa meio confuso e com cara de que eu não iria gostar, super me surpreendeu e se mostrou mega fofo! Sophie Roth vai para a Universidade Fimdomundo, uma novaiorquina na faculdade mais campestre que se poderia imaginar. Sozinha no Chanucá e esperando as passagens para NY baixarem, acontece uma mistura de milagres de Chanucá com Ned Flanders que tornam esta historia gostosíssima de ler! 4/5

Baldes de Cerveja e Menino Jesus
Por: Mayra McEntire

O encrenqueiro da cidade e apaixonado pela filha do pastor, finalmente passa da linha e é mandado à prisão. Este mesmo pastor o salva da prisão negociando trabalho voluntário na igreja durante o Natal. Apesar da fama, Vaugh é um cara legal e acaba fazendo muito mais do que simplesmente ajudar. Mais uma historia de aquecer o coração e com personagens com muito mais para contar! 3/5

"As regras fazem as pessoas se sentirem seguras. Mas elas podem se transformar em julgamentos. A condenação é fácil, Vaughn. A escolha mais difícil é amar."
[Gracie - pág. 234]

Bem-Vindo a Christmas, Califórnia
Por: Kiersten White

Christmas, Califórnia é uma cidade...er.. Não, não.. é uma REGIÃO CENSITÁRIA, que está acabando aos poucos. Maria odeia viver lá com a mãe e seu namorado egoísta que só quer vê-la longe - e ela quer ir para longe mesmo! Cada centavo que ganha de gorjeta no rídiculo café da família ~ o Christmas Café ~ vai para debaixo de seu colchão. Até que chega Ben! O novo (e gatinho!) cozinheiro é realmente muito bom, tem um talento esquisito para adivinhar a comida que as pessoas adorariam comer mesmo sem pedir e trás, com seu sorriso sincero, atitude leve e feliz uma outra perspectiva para a vida de Maria!

"Minha casa é simplesmente qualquer lugar onde vocês duas estejam."
[Rick]

Que delicinha de conto, gente!!! Acho que quem ainda vai começar o livro devia começar por esse conto para entrar no espírito e nas festas de Natal de cabeça!! O único problema é lê-lo justo na semana da dieta-pós-festas-de-fim-de-ano! Hahahaha Agora quero demais sentar em um telhado com meu amor, bebendo chocolate quentinho e comendo biscoitos de gengibre com canela! (que nem sei se são bons de verdade, nunca experimentei! rs Mas no livro pareceram bons demais!) 5/5

Estrela de Belém
Por: Ally Carter

Não sei como resumir essa história para vocês sem dar spoilers, porque cada página dela é um segredo a ser desvendado. Acho que só posso dizer que Liddy tomou uma decisão que a levou de volta para casa, ou melhor, para um Lar! Mais um conto que eu amei e tocou o coração! 5/5

"Quando tudo que você quer é ir embora, qualquer passagem serve."
[Libby]

A Garota que Acordou o Sonhador
Por: Laini Taylor

Neve vive na Ilha das Penas. Ela é uma das órfãs de umas das vilas fracassadas e sobrevive sendo escrava em Gidling numa cabana fria, sem qualquer tipo de conforto - ou comida. A única esperança de meninas como ela se libertarem, é chegar aos 18 anos e algum homem querer casar com elas. E o pior pesadelo de Neve se concretiza quando seu pretendente se apresenta. Desesperada, ela reza em busca de uma salvação.

Pode existir um conto ao mesmo tempo realista e mágico? Este foi o único em que não consegui prever o final e o único que me trouxe um pouco de volta á realidade de que não são todos que tem Natais cheios de amor, família, comida boa e presentes. Há muito sofrimento, mortes, tortura e infelicidades pelo mundo todo e não é porque é Natal que tudo que é ruim no mundo pára automaticamente. 4/5

"No livro havia outro conto sobre um dragão que tinha uma esposa humana, e Neve nunca o entendera, pelo menos do ponto de perspectiva da esposa. Agora entendia. O amor era o amor."
[Neve]

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Espero que vocês tenham gostado desta resenha grandinha! Se quiserem mais opiniões minhas sobre o livro, falei dele em uma resenha dupla que está lá no canal do blog!






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dezembro 29, 2014

por Só Lendo

Resenha: As Meninas {Lygia Fagundes Telles}

Autor: Lygia Fagundes Telles
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 304
Nota Skoob: 3/5


"Rendi assim a alegria, ainda há pouco foi minha, mas se debateu tanto que abri os dedos antes que se ferisse, não se pode forçar. Um pouco mais que se aperte e não fica só o pó, mas a alma."
[Lorena - pág. 172]


Peguei emprestado este livro da e achei a leitura bem interessante apesar de ter sido difícil me acostumar com a escrita da Lygia!! hahaha

Neste livro ambientado quase no fim da ditadura militar no Brasil, Lorena, Lia e Ana Clara são três amigas que moram em um pensionato de freiras e me deram um pequeno visual do que era ser uma jovem mulher entre os anos 60-80.

"Miguel preso, falta de dinheiro, de pai, de mãe, meus amigos todos caindo e ainda vou me privar de açúcar?"
[Lia - pág. 131]

Lorena estuda Direito e possui muito dinheiro. Vive suspirando por um médico casado por quem está apaixonada. Lia (minha favorita!) estuda Ciências Sociais (acho! rs), luta contra o regime e tenta tirar seu namorado da prisão e Ana Clara é uma drogada que vive entrando e saindo das drogas.

"As pessoas sabem o que é bom? O que é ruim? Quem é que sabe?"
[Lia - pág. 33]

Como eu disse, a escrita da Lygia foi muito complicada para mim. É corrida, sem separações para falas e pensamentos. Muitas vezes as falas e pensamentos do mesmo personagem e de personagens diversos se misturavam e eu ficava doidinha até conseguir encontrar algum sentido na leitura! As piores partes eram de Ana Clara, pois imagino que Lygia quis mostrar como funciona a cabeça de um viciado no auge do efeito da droga, o que resultava em uma narrativa beeem confusa e ao mesmo tempo interessante. Lygia conseguiu me fazer acreditar que é daquele jeito mesmo que acontece!

"Ah, se eu pudesse me arrumar por dentro, tudo calminho nas gavetas. Minhocação demais."
[Lorena - pág. 155]

Lorena me irritou com os incessantes suspiros pelo médico sem que nada acontecesse. E aí me bateu. Era década de 60!! As liberdade femininas ainda eram muito incipientes, divórcios e casos com homens casados eram tratados de forma ainda pior do que é hoje. Por conta disso a leitura enriqueceu meu conhecimento sobre aquela época e mudou algumas perspectivas.

"Porque as pessoas interferem tanto? Ninguém sabe de nada e fica falando. Fazendo julgamento, tem juiz demais."
[Lia - pág. 130]


Foi uma leitura bem interessante, mas não foi divertida e por isso as três estrelinhas! hehehe E vocês?Já conhecem o trabalho da Lygia? Me indiquem mais livros bons dela! ^-^



"Acho apenas que você nunca será como eu e eu nunca serei como você, não é simples? E não é complicado?"
[Lia - pág. 216]


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dezembro 18, 2014

por Só Lendo

Resenha: Dezessete Luas {Margareth Stohl e Kami Garcia}

Autoras: Margareth Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record
Série: Beautiful Creatures
Volume: 2 de 4
Páginas: 462
Tradutor: Regiane Winarski
Resenhas Anteriores: Dezesseis Luas
Nota Skoob: 2/5


"Não escolhemos o que é verdade. Só escolhemos o que fazer sobre ela."
[Marian Ashcroft - pág. 248]


Já faz mais de um ano que li o Dezesseis Luas e lembrava mais do filme que do livro. Por isso, logo no começo da leitura, acabei ficando um pouco confusa com o que estava acontecendo. Mas logo consegui me situar e agora vou poder contar para vocês o que achei! Eu gosto da série Beautiful Creatures porque acho um tema original nesse clima de zumbis e distopias que nos cerca. O primeiro livro eu gostei bastante, já esse foi meio.. Nhéé...

Ethan está sofrendo por Lena se afastar cada vez mais dele após a morte de Macon. Ela começou a andar mais com sua prima Conjuradora das trevas, Ridley e o misterioso John Breed - que parece muito um Demônio Incubus, mas pode andar à luz do dia.

"Lena achava que era a única amaldiçoada, mas estava errada. A maldição agora era nossa."
[Ethan - pág. 10]

Sem saber o que fazer, Ethan se refugia na biblioteca da cidade e encontra na estagiária da Prof. Ashcroft, Liv, a ideia e o conforto de que talvez um relacionamento possa ser normal e tranquilo e não precise ser tão perigoso e complicado como é com Lena, que aliás parece nem querê-lo mais.

Os questionamentos e sofrimentos de Ethan sobre seu relacionamento com Lena permeiam boa parte da história e me incomodou muito. Inclusive não acredito que um garoto de 17 anos fique de tanto mimimi e romantismos por mais que esteja apaixonado pela garota - me corrijam se eu estiver errada! A trama principal acaba se repetindo e pareceu que eu estava lendo o primeiro livro de novo. Já Lena, que no primeiro livro, apesar de suas inseguranças e medos, era uma garota incrível, forte e não levava desaforo para casa, se tornou chata e insegura ao extremo com muitos dramas desnecessários.

"Quem era eu para assumir uma batalha entre poderes que eu não entendia, armado de uma gata fujona, um baterista incrivelmente ruim, um par de tesouras de jardinagem e uma Galileu adolescente bebedora de Ovomaltine? Para salvar uma garota que não queria ser salva?"
[Ethan - pág. 320]

Apesar de tudo isso aguentei o suficiente para levar a leitura até o fim. Gosto muito dos personagens (beijos Link e Ridley!) e da ideia do livro em si. Por esses motivos quero ler os próximos e ver se melhora, mas este ficou com duas estrelas no Skoob!

"Eu me perguntava se faria a mesma coisa por ele se a situação fosse invertida. Porque era sempre eu que pedia e ele que topava."
[Ethan - pág. 267]

"Talvez Ridley fosse como catapora: só se era contaminado uma vez"
[Ethan - pág. 339]

E você? Já leu esta série? Me conta o que acha dela nos comentários! ^^

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dezembro 16, 2014

por Só Lendo

Resenha: A Lua de Mel {Sophie Kinsella}

Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 496
Tradutor: Regiane Winarski
Nota Skoob: 3/5





Charlotte tem certeza que seu namorado, Richard vai pedi-la em casamento da forma mais romântica do mundo..... E recebe um banho de água fria!! Mega decepcionada, ela termina o namoro e se vê perdida sobre o que fazer procurando uma coisa bem grande para mudar em sua vida, talvez um mestrado fora ou uma nova carreira... Sua irmã Fliss, chama estas mudanças de decisões infelizes: é o jeito de Lottie de lidar com o luto do relacionamento até dar tudo errado e ela chegar chorando para a irmã para consertar tudo.

Fliss, por sua vez, está passando por um terrível divórcio e só quer que seu ex desapareça da sua vida. A única coisa boa disso tudo é Noah, seu filho de 7 amos fofíssimo que dá o tom engraçado da história!

"Não consigo acreditar que fazíamos sexo. Não consigo acreditar que produzimos Noah juntos. Talves eu esteja em Matrix e vá acordar e encontrar uma coisa que faz muito mais sentido, como estar esse tempo todo deitada em um tanque ligada a eletrodos, por exemplo."
[Fliss]

A trama se desenvolve quando Lottie encontra um ex-namorado da época em que ela passou um ano sabático mágico na Grécia após a faculdade e resolve se casar com ele. Achando tudo isso a maior loucura, Fliss vai fazer o impossível para que esse casamento não aconteça de fato!!! 

"Para começar, ele é bonito, mas não de parar o trânsito. Acho isso importante. Você quer que sua irmã tenha um deus do sexo aos olhos dela, mas não quer se ver desejando-o também. Afinal, como eu me sentiria se Lottie aparecesse em casa com Johnny Depp?"
[Fliss]

Os romances individuais da Sophie Kinsella costumam ser muito bons e não me decepcionei com esse. Só não consegui rir tanto com os esforços de Fliss para impedir o casamento, apenas senti muita vergonha alheia e também curti muito mais a historia dela do que de Lottie.

Fliss tem problemas bem sérios com o ex-marido babaca e mega egoísta, mas já é bem madura e pensa o tempo todo em Noah. Gostaria muito que ele tivesse tido mais espaço! É um garotinho fofo e cheio de energia que se vê no meio do divórcio horrível dos pais e tenta se defender do seu jeitinho de criança. Dei muitas risadas com ele!!

Lua de Mel é uma leitura leve e divertida que eu curti bastante e recomendo para quem gosta de chick-lits!

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dezembro 11, 2014

por Só Lendo

Resenha: O Chá-de-bebê de Becky Bloom {Sophie Kinsella}

Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Série: Becky Bloom
Volume: 5 de 6
Páginas: 514
Resenhas Anteriores: Livro 3; Livro 4
Nota Skoob: 2/5


Becky está grávida!! Não que isso tenha mudado alguma coisa!! Hahaha Entre as novas coisas incríveis que ela pode comprar pensando no bebê e os sonhos de uma família feliz com Luke em uma super casa nova, ela resolve abandonar seu obstetra velhíssimo para se consultar com a top top obstetra Venetia Carter!! O que ela não sabia é que Venetia e Luke tem um passado e parece que um deles ainda não esqueceu esse passado...

Além da gravidez em si, Becky enfrentará uma crise no casamento, na empresa de Luke e ainda tentará fazer bombar a nova loja de departamentos em que trabalha - que parece fadada ao fracasso!

Nem sei mais o que falar para vocês que já não tenha falado nas outras resenhas! Hahaha A estrutura da história, bem como a personagem Becky continuam as mesmas, sem um pingo de amadurecimento. Como todos os outros, já quase no final do livro o ápice vai se montando e a coisa fica interessante e bem divertida!! Se você quiser mesmo ler esta série, eu recomendo só depois daquela leitura super densa e pesada que você só quer que o próximo livro te distraia e não te faça pensar em nada!  Tenho usado essa tática e está funcionando, consigo aguentar um pouco mais a leitura!!! hahahahaha



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outubro 14, 2014

por Só Lendo

Cinema: Se Eu Ficar

Direção: R.J. Cutler
Atores: Chloë Grace Moretz, Mireille Enos, Joshua Leonard
Gênero: Drama
Resenha do Livro: Se Eu Ficar
Nota: 4/5

Se você ainda não leu a resenha do livro, bora lá que eu te espero!.....

Pronto! Espero que tenha gostado! rsrs Vamos ao filme!! Mia é uma violoncelista que namora um roqueiro mais velho que ela e tem pais ex-roqueiros, que são a parte mais incrível do filme!!

Em um dia de neve que tinha tudo para ser perfeito, Mia e sua família sofrem um acidente de carro terrível. Os pais de Mia morrem na mesma hora e ela vai para o hospital em coma, assistindo a tudo isso fora de seu corpo.

O filme então é dividido entre flashbacks, para conhecermos Mia e sua família melhor (e chorar mais por sua perda!) e como se deu o relacionamento com Adam e cenas atuais, em que Mia enfrenta a difícil decisão de continuar na Terra, com seus avós, amigos e Adam ou ir embora para ficar junto de sua família.



Assim como o livro, o filme é bem emotivo e chorei bastante! Inclusive, gostei mais do filme, pois o amor pela música de todos os personagens ficou muito mais em evidência. Quando fui assistir, tinha acabado de ler o livro, então foi uma experiência incrível ter diferentes mídias - impressa, sonora e áudio-visual - contando a mesma história na minha cabeça! Me senti bem emocionada, principalmente quando via os momentos com os pais da Mia, super descolados, engraçados e amorosos, e injustiçada porque pessoas tão legais tinham morrido (o que, infelizmente, acontece todos os dias! =´[ ).



O romance de Adam e Mia ficou meio em segundo plano para mim. Os atores não estavam muito confortáveis na pele dos personagens no começo e não tiveram muita química, isso melhorou depois, mas mesmo assim, o romance deles é bem imaturo e não curti.



Apesar disso gostei muito do filme, ele é fofo, legal e agora que saiu do cinema é o filme perfeito para assistir com as amigos com baldes de pipoca e sorvete, curtindo a super trilha sonora!! 

MELHOR CENA! =3


setembro 09, 2014

por Só Lendo

Resenha: Se Eu Ficar {Gayle Forman}

Autor: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Volume: 1 de 2
Páginas: 224
Nota Skoob: 4/5


"Percebo agora que morrer é fácil. Viver é que é difícil."
[Mia]

E aí que eu tinha ouvido falar por cima desse livro aqui e ali, mas não estava dando tanta ligança... Até ver o trailer do filme! Hahahaha. Ás vezes odeio ser tão influenciada pela mídia comercial e capitalista selvagem, maaaas fazer o que né?? Adorei o trailer e logo peguei o livro para ler antes de assistir o filme!

No livro, Mia é uma violoncelista super talentosa, que namora o Adam, tem uma melhor amiga chamada Kim com uma mãe maluca e tem a família mais legal da face da Terra!!!!.... Até que uma grande parte dessa vida incrível é tirada dela em um acidente de carro.... Agora Mia está em coma e algo aconteceu naquele acidente que fez ela se desligar de seu corpo. Como se fosse um fantasma, ela consegue acompanhar tudo o que acontece pós-acidente; o horror que sua "vida" se tornou e contempla a mais difícil escolha de sua vida: ir embora para o bem-vindo desconhecido onde não existe essa dor imensa que ela sente agora ou ficar e lidar com o que sobrou de sua vida dali para frente.

"Às vezes você faz escolhas na vida e outras, as escolhas vêm até você."
[Pai da Mia]

Não sei se já estava envolvida pelo clima do filme, mas adorei o livro! A leitura fluiu muito; me envolvi com os sentimentos que a autora quis passar e me apaixonei pela família da Mia! Não é um livro complexo e nem se aprofunda muito nos porquês, comos e ondes da experiência extracorpórea da Mia. Como eu não estava procurando por isso, não me fez falta e curti demais a leitura!


E você? Ficou com vontade de ler o livro ou ver o filme? Essa semana ainda vou vê-lo e venho aqui comparar!! =D

Trechos Favoritos

"Só acho que os funerais são como a própria morte. Você poder ter os seus desejos e planos, mas, no final das contas, nada está sob seu controle."
[Pai da Mia]


"Seja qual for a sua escolha, vai sair ganhando. Assim como também vai sair perdendo. O que eu posso te dizer? O amor é uma merda."
[Mãe da Mia]

"Até ir para a cadeia seria muito mais fácil comparado a perder você."
[Kim]

"Não estou sentindo apenas a dor física, mas uma dor por tudo que perdi, e é algo tão profundo e catastrófico que vai deixar uma cratera dentro de mim que jamais poderá ser preenchida."
[Mia]


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