junho 20, 2012

por Danielli Guirado

Resenha: O Guia do Mochileiro das Galáxias - Vol. 1 {Douglas Adams}

Autor: Douglas Adams
Título Original: The Hitchiker’s Guide to the Galaxy
Volumes: 1 de 5
Editora: Sextante
Páginas: 208
Classificação:  

Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford Prefect, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.
 
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. 

 
Ford Prefect está preso na Terra há 15 anos e não vê mais esperança de sua sorte mudar. Ele é amigo de Arthur Dent, inglês comum, que gosta de chá. Arthur está vivendo uma situação terrível: sua casa será demolida pelo governo para construir uma via de acesso no lugar! Em uma quinta-feira azarada, encontramos Arthur deitado na lama, em frente a tratores amarelos tentando proteger sua casa. Ford o tira de lá, alegando que tem uma coisa muito séria para falar com ele.

Enquanto isso, naves amarelas sobrevoam várias cidades do mundo, são os Vogons, que estão em nosso planeta para destruí-lo, já que o Governo Galáctico precisa construir uma via de acesso na Via Láctea e a Terra está no meio. Ford Prefect, por ter o sensormático subeta sempre dentro de sua mochila, embrulhado em sua sempre presente toalha, sabia dessas condições e agora está com Arthur no bar, contando ao amigo suas origens, que na verdade é um mochileiro das galáxias em pesquisa para atualizar o Guia do Mochileiro das Galáxias, acrescentando que a Terra será destruída em poucos minutos e não há chance de se fazer nada, portanto eles tem que fugir e tentar pegar carona com os Vogons!

E, em poucas folhas, BUM, a Terra foi destruída e só o que sabemos no próximo capítulo é que Ford e Dent conseguiram se salvar pegando uma carona clandestina com os Vogons, através dos Dentessis, cozinheiros destes e que gostam de fazer coisas como esta para deixá-los irritados. Funciona, e os dois mochileiros são capturados. Após algumas torturas ouvindo a poesia Vogon, os dois são jogados no espaço para morrer em 30 segundos. Aos 29 segundos, são salvos por uma nave muito estranha. Lá encontram o primo de Ford, Zaphod Beeblerox que é o Presidente da Galáxia e acabou de roubar a nave em que se encontram, a Coração de Ouro. Com essa nave, Zaphod procura o lendário planeta Magrathea, que foi esquecido há milhões de anos, tanto que muitos nem acreditam mais que ele existiu.

Ficou meio maluco esse jeito que contei a história? Pois se acostume, que é mais ou menos isso que você encontrará n’O Guia do Mochileiro das Galáxias. Depois de tanto sucesso e de tanta gente parecer gostar, fui, feliz e saltitante começar a lê-lo... Gente! Que livro chatoooo!!! Ahuahuah A minha impressão é que o autor só quis criar uma história maluca, sem pé nem cabeça e que acabou fazendo sucesso. Qualquer explicação que seja necessária ele atribui à “coincidências que não tem nada a ver com o ocorrido” e assim o livro caminha.

As poucas vezes que ele quis explicar alguma coisa, que geralmente era mínima, abria um novo capítulo para toooda a história, que no final ainda continuava sem fazer sentido algum! Os nomes de lugares e personagens utilizados muitas vezes são impronunciáveis, dificultando criarmos mais essa ligação com a história.

As cutucadas dele sobre o comportamento das pessoas e dos governos realmente são boas e alguns pensamentos dele realmente se mostraram certos no futuro (quem também acha que o Google tirou seu nome do Pensador Estelar Googleplex da Sétima Galáxia de Luz e Engenho? rsrs). Paramos para pensar em muitas coisas que ele questiona no livro - o assunto principal, quando você consegue finalmente perceber, é o porquê da vida, do mundo e tals -, mas a história não aprofunda, não conquista e não nos faz avançar! Só continuei por conta do Desafio e, quando menos esperava, ele simplesmente acabou! rsrsrs Lógico que isso me deu uma vontade de saber para onde a história vai no próximo livro, mas não sei se tenho coragem!

No fim de semana assistirei ao filme (tem no Netflix! Alguém assina?) para poder comparar ambos e ver se é mais legal! Enquanto isso, alguém pode me explicar porque esse livro fez tanto sucesso? rsrs

Trechos

“O tempo é uma ilusão. A hora do almoço é uma ilusão maior ainda.”
[Ford Prefect – pp. 25]

“O presidente não detém nenhum poder. É sempre uma figura polêmica, uma personalidade irritante, porém fascinante ao mesmo tempo. Não cabe a ele exercer o poder, e sim desviar a atenção do poder.”
[Nota do Narrador – pp.35]

“Ford Prefect jamais conseguiu entender o hábito dos humanos de afirmar e repetir o óbvio do óbvio: Está um belo dia, ou Como você é alto! ou Nossa! Você caiu em um poço com 10 metros de profundidade, você está bem?
[Narrador – pp. 43]

Não entre em pânico. Foi a primeira coisa sensata e inteligível que me disseram hoje.”
[Arthur – pp.46]



Resenha para o Desafio Realmente Desafiante, hospedado pela Clícia do Silêncio que eu Tô Lendo!, do mês de Junho em que o tema foi:  Ler um livro que virou Filme.

2 comentários:

  1. Em uma coisa eu concordo contigo e assino embaixo: os nomes são impronunciáveis!!!

    Mas acho que agrada quem é mais nerd, manja?
    Já ouviu falar sobre o "Dia da Toalha"?
    Se não me falhe a memória tem alguma coisa a ver com esse livro.
    Esse é o tipo de livro que você tem que esvaziar totalmente a mente antes de ler! :P

    Curti a resenha, amiga!!!

    Bjos

    ResponderExcluir
  2. Hehe, o livro não passa longe do filme pelo jeito. Ainda vou ler, mas só depois que acabar minha lista atual. Ficou legal a resenha e como sempre, ótimos trechos, adorei o do presidente.

    Bjs

    ResponderExcluir

Obrigada pela leitura! ♥

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Livros, Resenhas, Vídeos e outras Danis!