dezembro 30, 2013

por Danielli Guirado

Resenha: Dom Quixote {Miguel de Cervantes}

Autor: Miguel de Cervantes
Editora: Scipione
Páginas: 136
Nota Skoob: 3/5

Apesar de ter um gosto literário mais pop e juvenil, tenho muita vontade de ler "os clássicos" que todo mundo fala. Ainda não sei o porquê dessa vontade: se é só para falar que já li; se é para saber porque são clássicos e se todo mundo diz que gosta só porque são clássicos e espera-se que você diga isso! rs Talvez todos esses motivos juntos!!

Esse livro do Dom Quixote já está em casa faz um boooom tempo e nem sei como chegou lá, só sei que guardei para "um dia" ler. Tentei colocar para a troca no Skoob uma vez, mas a Ju me convenceu a ficar mais um pouco com ele e tentar ler.

Não vou conseguir dar minha opinião sobre o estilo e a escrita de Cervantes, porque meu livro é daqueles de escola e para crianças de 11 anos! rs Ou seja, muito fácil de ler nos sentidos principais como a distância temporal (o livro é de 1604!), gramatical e a linguísticas. Para quem, como eu, não é acostumado a estes tipos de leitura, indico começar assim! 

Dom Quixote é um fidalgo que possui terras na província de Mancha, Espanha. Tem apenas uma sobrinha que gosta muito dele e seus funcionários que também nutrem um certo carinho pelo patrão. Era um leitor voraz (ponto para ele! Hehe) e amava particularmente as histórias de cavalaria, naquele tempo já em decadência na Espanha. Aos poucos essas historias penetraram muito em suas ideias, a lucidez o abandonou e ele decide se tornar um cavaleiro andante para proteger os injustiçados e indefesos. 

Ele arruma um pangaré velho que dá o nome de Rocinante; uma armadura enferrujada de seu bisavô, e, como todo cavaleiro tem uma donzela a quem destinar seus feitos e por quem sonhar, escolhe a formosa Dulcinéia de Toboso, que nada mais é do que uma moça bem feia, criadora de porcos. 

Saindo para suas primeiras aventuras, fica três dias fora até alguém lhe falar que precisa de um escudeiro; volta para casa e convence seu vizinho, Sancho Pança, para acompanhá-lo em suas aventuras, prometendo ao escudeiro uma ilha para governar. Os dois se envolvem na maior sorte (ou azar?) de aventuras e conseguem apanhar muito em todos os momentos possíveis!

A adaptação que li, feita por José Angeli, foi bem tranquila, ele inclusive "traduziu" as conversas sobre dinheiro, o que adorei, porque nunca significa nada pra mim nem quando leio os "réis" dos nossos clássicos brasileiros quanto mais a moeda que usavam na Espanha em 1600 que nem sei qual é! rsrs

O livro tem 136 páginas, mas não foi uma leitura divertida para mim e se arrastou um pouco. Considerando o momento espanhol naquela época, deu para entender o porquê do grande sucesso do livro que critica muito a cavalaria e seus modos. Dá pra ver que Cervantes achava tudo muito ridículo e passou isso pelo seu herói. 

Algumas coisas passaram pela minha cabeça durante a leitura: será que Quixote era mesmo louco ou só queria fazer algumas loucuras antes de morrer e fingiu tudo? Porque ele, a seu modo, era muito esperto e inteligente, falava dos mais diversos assuntos com uma fluidez e certeza que me puseram a duvidar da sua real loucura!

A outra coisa que questionei o livro inteiro foi POR QUE, santo Cristo, Sancho Pança entrou na conversa do "amo" e o acompanhou em aventura tão malfadada onde só se deu mal?? O pior é que ele realmente começa a gostar de Quixote e das aventuras e fiquei o livro inteiro sem entender! hahahaha

Queria muito que Cervantes tivesse colocado mais de Dulcinéia no livro, como um encontro maluco entre ela e Quixote ou ele salvando-a de um porco super crescido achando que era um javali, sei lá! rs

No final a leitura ficou mais legal e consegui terminar o livro até que rápido; então para quem quiser começar sua empreitada nos clássicos, tenta começar por esses fáceis, insira-se no tempo em que foi escrito e pesquise-o para você poder entender algumas coisas e, se gostar, vai avançando, quem sabe não viramos super cultos??? hahaha

Trechos

"Entre um povo de raras leituras, como era o de sua aldeia, causava espanto e admiração aquela voracidade com que comprava e consumia livros e mais livros."
[Página. 5]

"Um cavaleiro andante sem amores era uma árvore sem frutos, um corpo sem alma."
[Dom Quixote - pág. 07]

"É melhor contentar-se com o obtido do que querer correr adiante."
[Dom Quixote - pág. 24]

"Não foge quem se retira! A valentia que não se fundamenta na prudência se chama temeridade. Confesso que me retirei, mas não fugi."
[Dom Quixote - pág. 93]

4 comentários:

  1. Caramba amor! Muito legal a resenha! Posso dizer que é uma das melhores que já escreveu, mesmo dando nota 3 da vontade de ler hehe. Parabéns!

    E gostei do último trecho hehe.

    Te amo!

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    Respostas
    1. Brigada, amor!!! Signfica muito pra mim!!!!

      Realmente achei que você gostaria dessa!! hahahaha

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  2. Esse livro na versão de "gente grande" (haha) está na minha estante desde o ano passado, planejo tirar o pó dele este ano, veremos.
    Bjs

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    Respostas
    1. Eba! Lê sim Rafa!! Curiosa pela sua resenha e saber o nível da leitura para ver se me aventuro!! ^^

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Obrigada pela leitura! ♥

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