agosto 31, 2015

por Danielli Guirado

Resenha: As Cavernas de Aço {Isaac Asimov} #MLI2015

Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Série: Robôs
Volume: 1 de 3
Páginas: 304
Tradutor: Henrique B. Szolnoky
Nota Skoob: 5/5  
Compre: Amazon

"Nunca poderemos construir um robô tão bom quanto um ser humano em nada do que seja significativo. Não enquanto houver coisas que a ciência não puder medir. O que é beleza, ou bondade, ou arte, ou amor, ou Deus?"
[Elijah - pág. 250]

Para variar um pouco, fazia bastante tempo que este livro estava na minha estante! kkkk Comprei na Festa do Livro da USP em 2013 e aproveitei a Maratona para finalmente lê-lo! E que livro! 

Elijah Baley é investigador da polícia de Nova Iorque e recebe uma designação surpreendente: ele vai investigar um assassinato que ocorreu na Vila Sideral de um influente cientista robótico. As relações com os humanos e os Siderais já não são nada boas e agora este problema não deve facilitar as coisas. Para piorar a situação, ele terá que formar parceria com um dos robôs da Vila Sideral.

"O que quer que fosse aquela criatura, ele era forte e fiel, e não era movido pelo egoísmo. O que mais uma pessoa poderia pedir de um amigo? Baley precisava de um e ele não estava com disposição para implicar com o fato de que uma engrenagem substituía um vaso sanguíneo nesse amigo em particular."
[Elijah - pág. 267]


Na Terra de Cavernas de Aço, os humanos vivem em Cidades trancadas (fiquei imaginando a cúpula de Under the Dome! rs), climatizadas e com luz artificial. O contato com a Natureza é mínimo; a sociedade é dividida em castas, o consumo e a alimentação são controlados de acordo com sua casta e quanto mais poderoso se é, mais chances você terá na vida. Diferente dos outros planetas que conquistaram, os terráqueos são bem resistentes à existência de Robôs na Terra e muitos deles, chamados Medievalistas, querem voltar a viver como antes: do lado de fora, retirando comida da Natureza e sem todas aquelas tecnologias monstruosas que os aproximavam cada vez mais dos robôs.

A cada página a leitura me surpreendia um pouco, seja pelo mundo criado por Asimov, quando ainda nem imaginávamos este tipo de coisas (início dos nos 50!), seja pelos questionamentos que o livro me despertava, principalmente ao acompanhar a relação de Elijah e Daneel - seu parceiro Robô muito parecido com um humano. Durante todo o livro, Lije tenta humilhar Daneel, "lembrando-o" a toda hora que ele é o Robô e Lije é o Humano. No entanto, Daneel não vê nenhum problema nisso, já que é apenas um computador programado para solucionar crimes e promover a justiça, portanto não tem sentimento algum, ele é uma máquina e pronto acabou.

"Olhe para Daneel. Ele é mais alto do que eu, mais forte, mais bonito. Sua memória é melhor, não tem que dormir ou comer. Não tem problemas, doenças ou pânico, amor ou culpa... Mas ele é uma máquina. Posso fazer o que quiser com ele."
[Elijah para um Medievalista - pág: 250]

Durante a leitura acabei nutrindo carinho por Daneel e muuuitas vezes esperava que ele tivesse reações humanas a certas coisas que simplesmente não aconteciam e eu ficava com aquela cara: "ah é, ele é um Robô" kkkk. Achei muito bom Isaac manter isso durante todo o livro e nunca tentar humanizar Daneel, como já vimos em vários filmes sobre o tema, inclusive em "Eu Robô" em que Sony é um Robô com sentimentos (??) e faz parceria com o Will Smith

Livro incrível para quem gosta de ficção cientifica, distopias ou policiais!! Adorei e recomendo! =D


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