setembro 25, 2015

por Danielli Guirado

Resenha: O Nome do Vento {Patrick Rothfuss} #MLI2015

Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Série: A Crônica do Matador do Rei
Volume: 1 de 3
Páginas: 656
Tradutor: Vera Ribeiro
Nota Skoob: 4/5
Compre: Amazon

"Aprendi que a melhor maneira de a pessoa ficar segura é deixar os inimigos cientes de que não podem feri-la."
[Kvothe - pág. 273]

Eu poderia ter pego um livro mais fininho e teria conseguido fechar a Maratona Literária, mas estava muitoooo na vibe para esse livro e li 70 páginas até a 00h do dia 03/08! hehehe

Já avisada pelos amigos, pelo namorado e pela Nayana do Distrações Diárias, que este é um livro lotadoo de histórias, reviravoltas e personagens, eu tinha pensado em fazer até um diário de leitura a cada 100 páginas lidas, mas como lá em casa fazer vídeo é na hora que dá e não na hora que eu quero rs, a leitura ia ficar muito tempo parada e eu estava na febre! Hehe

Bom, é nas primeiras 100 páginas que conhecemos Kote, dono do bar/hospedaria Marco do Percurso. Ele tem um ajudante chamado Bast e um dia, um dos moradores chega todo machucado e trazendo a cabeça de um animal que parece uma aranha. Descobrimos que é uma criatura chamada Scrael que surgiram nos últimos tempos e estão atacando viajantes.

"O dia em que nos inquietamos com o futuro é aquele em que deixamos a infância para trás."
[Kvothe - pág. 84]

É aí que percebemos que Kote é mais do que um simples taberneiro. Ele conhece a criatura, soube curar as feridas do cara, e soube fazer os procedimentos necessários para destruir a criatura de vez. Outra dica é que um dos visitantes da taberna o reconhece e mesmo Bast o chama diferente: às vezes de Mestre e às vezes de Reshi. Então aos poucos o autor vai nos amarrando à história desse misterioso personagem.

Até que chega o Cronista. Este também o reconhece e diz que estava procurando-o. Frequentou a Universidade que Kvothe (seu verdadeiro nome! rs) frequentou; ouviu todas as lendas e histórias e quer ser o cara que irá contar todas elas, ouvida pela boca do próprio Kvothe. Depois de muita negociação, Kvothe finalmente cede e começa sua história.

É dificil sofrer acusações injustas, mas é pior quando quem nos olha com desdém são grosseirões que nunca leram um livro nem viajaram para mais de 30 km do lugar que nasceram."
[Kvothe - pág. 63]

Ele é filho de artistas, nasceu e cresceu viajando e aprendendo as artes da trupe. Era um menino curioso, muito inteligente e aprende tudo bem fácil. Em uma de suas paradas ele conhece o arcanista Abenthy, ou Ben, que começa a lhe passar ensinamentos do Arcanum (explicado porcamente: as "artes mágicas"), o que faz surgir uma vontade intensa em Kvothe de ir para a Universidade. Eu super me apeguei ao Ben!! Adoro "mestres" que ensinam os personagens principais; adoro histórias com lições e ensinamentos! Sempre consigo trazer muita coisa para a minha realidade, me espelho e me inspiro muito nesses personagens sábios! ♥

Faltou eu falar que tanto Kvothe, como seus pais, são grandes musicistas. Ele e seu pai são incríveis no alaúde e seu pai é o melhor de todos. Está produzindo uma musica misteriosa sobre a lenda do Chandriano, e enquanto a produz, a única que conhece seu avanço é sua mulher. Até que a trupe o pressiona para apresentar um pouquinho e ele o faz. E esse é o pior erro da vida dele.

A partir daqui vou começar a contar spoilers, então continue por sua conta e risco! ♥

Em um momento em que a trupe pára para descansar, o Chandriano aniquila todos eles, menos Kvothe, então com 11 anos. É em choque e a duras penas que ele chega à cidade de Tarbean e passa até agora os três piores anos de sua vida.

O autor não poupa crueldades com Kvothe nesta parte. Tudo que eu queria era que alguém chegasse para salvá-lo das ruas; que ele usasse a magia aprendida com Ben; QUALQUER coisa para que aquela criança não sofresse mais. No entanto, Kvothe sai sozinho desta situação e retoma seu plano de ir para a Universidade e vingar sua família. E ele consegue da maneira mais inusitada e inteligente!

"É cansativo as pessoas se dirigirem a nós como se fôssemos crianças, mesmo quando por acaso o somos."
[Kvothe - pág. 70]

Apesar de agora ter um teto para se abrigar, comida e estudos, sua situação de pobreza é um problema recorrente que ele faz de tudo para contornar. Esta é uma das questões mais instigantes do livro: ele batalha por cada moedinha que ganha; por cada hora que tem disponível na Universidade, pois não sabe se será a última. Ele é muito, muito inteligente, então sobe rápido na hierarquia da universidade. Isso lhe causa muitos problemas, ele arruma inimigos poderosíssimos e a cada capítulo eu ficava com uma mão no livro e outra no coração, querendo saber como aquele menino forte, impetuoso, super machucado, inteligente, amável e misterioso se envolverá em todas as lendas que permeiam seu nome e que só temos vislumbres durante a leitura e, o mais louco: como alguém assim se torna um simples taberneiro?

Lógico que o livro não foi totalmente perfeito! A questão amorosa enche um pouco o saco, com ele doido atrás de uma única garota muito esquisita e um hiatus de 4 dias da Universidade que foi bem chato para mim, apesar de ele ter encontrado e feito coisas incríveis!

"Não é assim que a vida funciona? Queremos coisas doces, mas precisamos das desagradáveis."
[Denna - pág. 525]

É impossível não recomendar esta leitura a todo mundo! A jornada do herói ganha novas cores e significados, a escrita de Patrick Roth me envolveu demais, a ponto de eu sentir várias coisas que Kvothe sentia e escrevo esta resenha para vocês morrendo de vontade de ir devorar o segundo livro! Detalhe que o terceiro livro, "Os Portões de Pedra" (Doors of Stone, nome provisório) não tem previsão alguma de sair! #todaschora

Enquanto isso dá para matar a saudade com os contos lançados até agora: 


George R. R. Martin é outro que não escreve os livros de sua série "principal", mas sai escrevendo e organizando coisas por aí! #humpf Nesta antologia, ele reuniu os "fodões" da literatura fantástica inglesa (idioma), entre eles o Patrick (#íntima), que nos brinda com o conto "A Árvore Reluzente", com Bast como personagem principal () e que se passa no Universo do primeiro livro.


Neste livro acompanharemos 10 dias na vida de Auri, a amiga fofa e misteriosa de Kvothe na Universidade. Pelo que eu li de resenhas por aí, é daqueles livros que ou você ama ou odeia! hahaha Inclusive, até o próprio Patrick sabia disso e escreveu um aviso na sinopse!

Bom, essa resenha saiu GIGANTE! Obrigada você que leu até aqui!! Você é um(a) lindo(a)!! ♥ E fica aqui o registro de mais uma fãzona de Patrick Rothfuss!! Que venha logo o terceiro livro, pleaseeee! hahahaha

E a gente se fala depois! Tchau!

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